Queda no mercado de ações? E agora?

Uma queda no mercado de ações pode nem sempre ser uma coisa má. Saiba o que acontece ao seu dinheiro e como pode beneficiar desta descida.

Pela equipa Deriv · 13 June 2024 · 14 min de leitura

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Alguma vez se sentiu hipnotizado ao ver os preços das ações em constante braço de ferro no ecrã? É como assistir a um thriller em tempo real, em que a trama se desenrola ao minuto e cada subida e descida acrescenta um novo volte-face. Nesse ambiente dinâmico, fica uma questão: o que acontece às suas finanças quando os preços das ações, outrora em forte alta, entram em queda no mercado de ações?

Desde a criação dos mercados de ações, estes têm passado por altos e baixos, muitas vezes designados por booms e quebras. Estas oscilações acontecem por বিভিন্ন razões. Compreender as ações e os padrões do mercado de ações, bem como o que os provoca, pode dar-nos pistas úteis, funcionando como uma bússola que nos orienta na navegação por potenciais cenários económicos futuros.

Antes de mergulharmos no mundo intrigante do que acontece ao seu dinheiro quando os preços das ações sofrem uma descida, vamos parar um momento para desvendar o mistério de por que razão os preços das ações entram, antes de mais, nesta montanha-russa.

A dança da procura e da oferta no mercado de ações

No mundo das ações, as forças da oferta e da procura desempenham um papel decisivo na determinação dos preços. Em termos simples, os preços das ações refletem quantas pessoas estão dispostas a comprar ou vender uma determinada ação e a quantidade disponível no mercado.

Considere a Tesla (TSLA) num dia de negociação típico. Digamos que, na segunda-feira, as ações da Tesla eram negociadas a 250 USD cada uma. No dia seguinte, um analista influente divulgou um relatório inovador, destacando os avanços da Tesla no setor dos veículos elétricos. Os investidores, impulsionados por esta perspetiva otimista, apressaram-se a comprar ações da Tesla. Com o aumento da procura, o preço da ação subiu para 280 USD por ação num único dia, registando uma subida impressionante de 12%.

Em contrapartida, considere a Johnson & Johnson (JNJ), uma conhecida empresa da área da saúde. Numa quarta-feira, a sua ação podia estar cotada a 140 USD por ação. No entanto, na quinta-feira, surgiu uma notícia que sugeria potenciais entraves regulatórios para um dos seus principais medicamentos. Esta informação perturbadora levou vários investidores a vender as suas ações da Johnson & Johnson. O aumento da oferta e a redução da procura fizeram com que o preço da ação descesse para 119 USD por ação num dia, registando uma queda notável de 15%.

Este fenómeno demonstra o impacto imediato que diferentes níveis de procura e oferta podem exercer sobre os preços das ações. Quando a procura supera a oferta, os preços sobem. Pelo contrário, se a oferta ultrapassa a procura, os preços tendem a descer. O equilíbrio delicado entre estas forças molda continuamente o cenário em constante mudança dos mercados de ações.

Taxas de juro e ações

As taxas de juro influenciam quanto custa às empresas pedir dinheiro emprestado. Taxas elevadas podem aumentar os custos de financiamento, afetando os resultados das empresas e fazendo com que os preços das ações caiam.

Por outro lado, taxas de juro mais baixas podem impulsionar os resultados das empresas e tornar as ações mais atrativas em comparação com outros investimentos, fazendo com que os preços das ações subam.

Economia e mercado de ações

A saúde da economia tem uma grande influência nos preços das ações. Boas notícias, como uma descida do desemprego e mais empregos, podem reforçar a confiança dos investidores e o consumo, fazendo com que os preços das ações subam.

Por outro lado, más notícias podem deixar os investidores nervosos, conduzindo a uma venda em massa e a uma descida dos preços das ações. Em geral, as ações tendem a subir quando as pessoas se sentem otimistas em relação ao crescimento económico e a cair quando há receio de uma recessão.

Impacto da inovação e preços das ações

As inovações e os avanços tecnológicos podem afetar significativamente determinados setores. As empresas que lideram a inovação podem registar um aumento da procura pelos seus produtos, com impacto positivo nos seus preços de ações.

Regulamentação que influencia os preços das ações

As alterações na regulamentação governamental podem afetar vários setores. Regulamentações mais rigorosas podem levar a custos acrescidos para as empresas, afetando a sua rentabilidade e podendo fazer com que os preços das ações desçam.

Preços das ações na sequência da inflação

Quando o custo dos bens e serviços sobe (inflação), isso pode preocupar os investidores. O aumento da inflação pode levar a uma venda de ações, uma vez que reduz o poder de compra das empresas e dos consumidores.

Por outro lado, se a inflação estiver a descer, os investidores podem sentir-se mais confiantes em relação à economia e aumentar a sua compra de ações. A inflação elevada também pode prejudicar os lucros de uma empresa, tornando as suas ações menos atrativas e fazendo com que o preço caia.

Consumo e preços das ações

Um consumo saudável é muito positivo para muitas empresas. Pode impulsionar as vendas, os lucros e os preços das ações. Por outro lado, se os consumidores não estiverem a gastar muito, isso pode prejudicar as vendas, os lucros e os preços das ações das empresas.

Como os acontecimentos mundiais se refletem nos preços das ações

Acontecimentos mundiais, como guerras ou uma crise financeira global, podem criar instabilidade não só nos países, mas também no mercado de ações. Por exemplo, durante grandes crises como o 11 de setembro ou a pandemia de COVID-19, os preços das ações registaram uma queda inicial, mas, em muitos casos, acabaram por recuperar com o tempo.

Os maestros do mercado: como os grandes intervenientes orientam os preços das ações

Os grandes intervenientes, como os fundos mútuos e os fundos de cobertura, podem provocar alterações nos preços das ações. As suas enormes operações de compra ou venda têm um impacto significativo nos preços das ações. Quando estes investidores se movimentam, é como um efeito de ondas que os outros observam e seguem, afetando o mercado no seu conjunto.

O que acontece ao seu dinheiro quando os preços das ações caem?

Investir no mercado de ações é semelhante a embarcar numa emocionante montanha-russa. À medida que os preços sobem a alturas vertiginosas, chega inevitavelmente um momento em que descem numa queda de cortar a respiração.

Embora a descida possa parecer inicialmente assustadora, compreender as nuances destes momentos pode transformar perdas aparentes em oportunidades estratégicas.

O valor da sua carteira desce:

Quando os preços das ações caem, o valor global da sua carteira de investimentos diminui.

Imagine que possui 100 ações da Apple Inc. e que o preço da ação desce de 190 USD para 170 USD. O seu investimento valia inicialmente 19 000 USD (100 ações x 190 USD). Com a descida do preço da ação para 170 USD, o valor do seu investimento passa agora para 17 000 USD (100 ações x 170 USD).

Potenciais perdas não realizadas:

O termo «perda não realizada» aplica-se numa descida. Isto significa que, embora o valor do seu investimento tenha diminuído no papel, ainda não perdeu efetivamente dinheiro, a menos que decida vender as ações a um preço mais baixo.

Apesar da diminuição de 2 000 USD no valor da sua carteira, trata-se de uma perda não realizada até vender as ações da Apple Inc. ao preço mais baixo atual.

A perspetiva de longo prazo é importante:

É crucial manter uma perspetiva de longo prazo quando se enfrenta uma queda nos preços das ações. Como Warren Buffett afirmou, «o mercado de ações é um mecanismo para transferir dinheiro dos impacientes para os pacientes». Esta sabedoria mantém-se verdadeira, uma vez que os mercados demonstraram historicamente resiliência e capacidade de recuperação ao longo do tempo.

Imagine o cenário de 2020, quando os preços das ações de várias empresas desceram abruptamente no contexto da recessão económica provocada pela pandemia. Em vez de ceder ao pânico e vender, quem manteve os seus investimentos assistiu a uma recuperação substancial nos meses seguintes, à medida que os mercados demonstravam a sua capacidade intrínseca de recuperação. Esta resiliência sublinha a importância de atravessar tempestades de curto prazo para potenciais ganhos de longo prazo.

Ao navegar pela natureza volátil do mercado de ações, é fundamental complementar uma perspetiva de longo prazo com um plano de trading bem pensado que integre estratégias robustas de gestão de risco. Ter um plano definido não só ajuda os investidores a manter a disciplina durante as quedas do mercado, como também reduz o risco de decisões impulsivas, como a venda em pânico, garantindo um percurso mais seguro rumo aos objetivos financeiros de longo prazo.

Oportunidades para comprar em baixa:

Durante uma queda nos preços das ações, os investidores atentos reconhecem a oportunidade de aplicar a estratégia cunhada por Warren Buffett: «Seja receoso quando os outros são gananciosos e ganancioso quando os outros são receosos». Esta abordagem, geralmente conhecida como «comprar na queda», consiste em aproveitar oportunidades quando o sentimento do mercado está no seu ponto mais baixo.

Na sequência da crise financeira de 2007-2008, numa altura em que o medo dominava o mercado devido ao colapso do mercado imobiliário subprime nos EUA, Warren Buffett demonstrou a sua sabedoria. Enquanto outros hesitavam, Buffett viu potencial de ganhos ao comprar em baixa. Os seus investimentos estratégicos durante este período turbulento contribuíram para a sua capacidade de acumular milhares de milhões, mostrando como ganhos profundos podem resultar de investir com coragem quando os outros estão apreensivos.

Monitorização e ajustes regulares:

É importante acompanhar regularmente a sua carteira de investimentos e estar disposto a fazer ajustes com base nos seus objetivos financeiros e na sua tolerância ao risco. Isto pode implicar o reequilíbrio da sua carteira ou a reavaliação da sua estratégia de investimento.

Se a queda nos preços das ações fizer parte de uma tendência mais ampla do mercado, pode considerar reequilibrar a sua carteira, ajustando a alocação dos ativos para se alinhar com a sua tolerância ao risco e os seus objetivos financeiros.

Considere a compensação de perdas fiscais:

Durante uma queda do mercado, os investidores podem explorar a compensação de perdas fiscais como estratégia. Isto consiste em vender investimentos com perda para compensar ganhos e, potencialmente, reduzir o rendimento tributável.

Imagine que tem investimentos que registaram uma queda. Vender estrategicamente estes ativos com perda pode proporcionar benefícios fiscais, permitindo-lhe usar essas perdas para compensar ganhos e, potencialmente, reduzir a sua carga fiscal global.

Cobertura contra movimentos descendentes:

Em períodos de incerteza do mercado e de tendência descendente, os investidores experientes podem explorar estratégias de cobertura para mitigar potenciais perdas e proteger as suas posições longas principais. Uma abordagem eficaz é considerar posições curtas através de Contratos por Diferença (CFDs).

Ao vender a descoberto ativos, os investidores podem compensar perdas nos seus investimentos de longo prazo quando os mercados seguem em queda. Esta estratégia de cobertura funciona como uma medida de proteção, permitindo aos investidores enfrentar períodos voláteis com maior resiliência.

Conclusão

No mundo dinâmico dos mercados de ações, onde os preços podem ser tão imprevisíveis como o tempo, enfrentar uma queda não é tanto uma tempestade a atravessar, mas antes uma correção de rumo na jornada do investimento. Como investidor, é crucial reconhecer que o caminho para o sucesso financeiro raramente é uma linha reta; é uma sucessão de voltas e reviravoltas com quedas ocasionais.

Embora uma descida nos preços das ações possa inicialmente parecer um revés, é essencial encará-la com uma mentalidade assente na paciência e no compromisso com o longo prazo.

À medida que navegamos pelo panorama ondulante dos mercados financeiros, a principal conclusão é esta: cada queda não é um fim, mas uma transição, uma parte inevitável do fluxo e refluxo da dinâmica do mercado. Munidos de conhecimento, resiliência e uma abordagem orientada para o futuro, os investidores podem abraçar com confiança a natureza em constante mudança do mercado de ações, sabendo que cada descida é uma oportunidade de crescimento e cada recuperação um testemunho da resiliência duradoura dos mercados financeiros.

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